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...um rio, é um rio, de noite, frescura das águas, não há lua, estás nua sobre a erva, faz muito calor, não há ninguém, metes-te no negro, entras, eriça-se a pele ao contacto da água nos pés, um pouco mais, o líquido à altura do púbis, o contraste das temperaturas te estremece, e ao deslizares o corpo inteiro sintes-te sacudida, leve alívio para a pele queimada, porque sem esperá-lo ves-te levada pola corrente, adentrando-te numa espessura inquietante, por uma ligeira pendente, à deriva, vais, entre sensações contrárias, atrapada por um rio que, rodeando-te as cadeiras, te envolve, confundindo-se com esse outro que, agora mesmo, desde os teus interiores mais fundos e secretos corre dentro de ti...
Antom Freire Adám
Publicado no Recanto das Letras em 16/07/2008
Código do texto: T1082534

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Comentários
02/08/2008 16h02 - AGIL
E eu, varão, quanta sensação de seios e coxas e pés estou a perder-me...
25/07/2008 01h28 - Márcia Valéria
PERFEITO!

Sobre o autor
Antom Freire Adám
Espanha, Escritor Amador
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