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Fugiu de casa

FUGIU DE CASA.

Minha irmã morava no bairro do Belém. Sua filha Neli de apenas três anos de idade costumava fugir de casa quando via o portão aberto. Geralmente quando eu percebia que ela não estava em casa e ia procurá-la imediatamente e a achava.
Certa vez ela fugiu assim que dei falta dela fui procurá-la e não a encontrei. Minha irmã ficou muito nervosa e muitos vizinhos ficaram procurando por perto e não  a encontrando chamou a polícia. Chegou logo o carro da polícia e já tinha começado a chover. Os vizinhos contaram o ocorrido e os policiais me pediram que entrasse no carro para dar uma volta pelo bairro a fim de encontrá-la. Fiquei morrendo de vergonha e pensei que muitos iriam pensar que eu estava sendo presa.
Ao passar perto de um bazar de brinquedos a vi lá olhando as vitrines.  Desci do carro, agradeci os policiais e a levei para casa. A partir desse dia ela não fugiu mais de casa. Penso que cuidamos mais de olhar se ninguém havia deixado o portão aberto.
Atiz
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1904041

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Comentários
04/11/2009 12h14 - Maju Guerra
Texto para reflexão, é preciso cuidar no que nos é precioso, muito bom, poeta
04/11/2009 06h51 - Daumon
Bom dia!Reflexivo.É poeta, é preciso muito cuidado com as nossas crianças.Podemos contextualizar esse seu belo texto nas inúmeras reportagens que lemos sobre crianças desaparecidas...Abraço

Sobre a autora
Atiz
São Paulo/SP - Brasil
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