Texto

A OPERA

Creuza nasceu feia, feia mesma, coitada!!! e como toda feia, pobre.

Que pobreza e feiura, e feiura e pobreza, 'e tudo igual ,ou se nao e', fica sendo.

Destino:- empregada domestica.Desejo maior:-assistir uma ''opra".Conhecimento:-zero

.A familia da casa um dia, ia..Carmem de Bizet, teatro municipal, um acontecimento, cimentado nas vaidades humanas e no ditado ''vaidade, vaidade, que teu nome e' '' mulher'', e Creuza era.

Criou coragem, pediu, a familia curiosa!!! Pagaram para ver, viram.

Creuza nunca mais foi a mesma depois de ver Carmem, a cigana, ser morta a estiletadas, e a musica?.

Ficou na sua cachola"" Toureador, Toureador..."".

Hoje tem medo de qualquer ''homem'' que no manicomio se aproxima dela, grita:-""Jose', por favor nao me mate"".

Usa rosa vermelha nos cabelos, saias longas e danca, danca e canta, canta...e' a propria CAMEM, nao a de Bizet, que a de Bizet na fumava.

 Carmem do manicomio fuma, e charuto ainda por cima, pensa que ainda trabalha na fa'brica que fabrica os tais.Pobre Creuza.Pobre Carmem.Uma nunca existiu.A outra quase.

JOSE MALTA
Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2009
Código do texto: T1909926
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Comentários
07/11/2009 10h26 - Silvia Regina Costa Lima
como vai, poeta? *****Bom dia*****vim te conhecer**** texto criativo e reflexivo. . quantas creuzas existem por aí... quanta falta de oportunidade de melhorar, adquirir um conhecimento belo, cuidar-se melhor... a vida não é muito justa... pena.... **Há uma Amorosa Amizade em meu mini-conto de hoje*****Um beijo azul

Sobre o autor
JOSE MALTA
Estados Unidos, 65 anos
269 textos (9743 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 27/11/09 07:04)

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