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A Dança da Serpente

A Dança da Serpente

Baile sem mascará.
Entre taça de licores, luz néon
E tragos de fumaça...
Ela dança e se harmoniza
Com outros corpos em movimento.
Entre dentes, sorrisos e olhares
Eu te perco e te encontro em outro corpo.

Na penumbra,

No desencontro,
Na harmonia de dois corpos
Numa dança aliciante,
Na fumaça de gelo sobre a luz néon,
Eu te deixo num movimento
Em desacordo com meu coração.
Sai do desembalo dessa dança,
Do desencontro desse amor.
Ensaio em outro corpo um recomeço,
De passos ritmados,
Eu a conduzo nesta dança,
Ela se encaixa comigo
Feito peça de um jogo.
O amor é assim – generoso- e só dói
Em quem não sabe recomeçar.

Hermínio Vasconcelos (pseudonimo)
J. Nunez

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o imparcialismo
José Nunez
Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2009
Código do texto: T1909713
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Comentários
07/11/2009 08h15 - MVA
Poesia bonita, muito bonito! Abraços!
07/11/2009 07h43 - Ana Maria Cardoso
Bela poesia adorei...parabéns tenha um lindo dia, beijos.

Sobre o autor
José Nunez
Marília/SP - Brasil, 34 anos
75 textos (2938 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/11/09 23:49)

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