Poemeto da Frágil Borboleta (Lustato Tenterrara)
Poemeto da Frágil Borboleta
(Lustato Tenterrara)
Pedes-me um poema,
minha querida Jack...
Mas, neste instante
apenas penso nas borboletas...
Numa linda borboleta...
Uma bela e frágil borboleta...
Qual, antes de frágil
representa a força
da mutação,
da espera,
da amplidão!
Em cada pequeno balançar de asas...
Em cada pequeno pensar de paixão
Em cada pequeno sonho de amor
Quisera, Jack, que os poemas saíssem assim...
Soltos... Qual estas frases...
Mas eles estão presos...
Retesados
neste peito interdito...
Quem sabe amanhã, talvez
Eu possa te mandar algum
Mesmo que não seja meu (e aí eu te direi)...
Mas hoje, minha querida Jack,
as frases
os poemas
e os pensamentos de amor
estão assim, aquebrantados...
Talvez por eu amar demais...
Ou quem sabe, por eu amar de menos...
Mas, no entanto,
no entretanto...
E com certeza...
Apenas por que o meu peito arde!
Um bj.
Lustato.
The. 31.10.2007 18:00 LT
Lustato Tenterrara
Publicado no Recanto das Letras em 31/10/2007
Código do texto: T718108
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