Grito pela Paz
Grito pela Paz
Grito por esse amor imenso
Rasgando meu pensar:
- grito de paz, dos desvalidos,
Na guerra a soçobrar,
Dos aleijados de braços, pernas,
De órfãos de pais,
De irmãos de amar,
De ouvidos loucos
E corpos combalidos.
Grito pelas insanas naus,
Barcos sem velas
Bombas sem rumo,
Largados do oriente,
Insanidade moral,
Desatinada e má,
Ativada por homens
Ditos do bem,
Em nome de um deus,
Que ao encontro não vem.
Grito desse ocidente explorado,
Ainda tão criança,
De exploração do verde
E roubo da esperança.
Grito por luzes não acesas
E falta de água,
De arroz e de feijão plantados
Sem esperança de colheita,
Pela fome e a miséria
Que ao humano espreita.
Grito pelas águas dos rios,
Mudando de cor, sabor e berço.
Grito pelos pássaros,
Que não passarão de ovos...
Pelas baleias e
Tubarões mortos,
Sem deixar herdeiros
Para esticar sua história...
Grito pela Paz,
Onde tantos gritam pela guerra.
Grito por meus gritos,
De querer crer,
Que a PAZ não é quimera
PAZ é BEM
Que há de ser à aurora,
Iniciado no amor
De um por outro ser!
Ieda Cavalheiro
Ieda Cavalheiro
Publicado no Recanto das Letras em 01/04/2008
Código do texto: T925750