Texto

Uma pausa para a solidão

...Então, se nada escrevo, não me sabes.
E na estranheza de meu silêncio desabas a tristeza.
Choras versos em noites mais frias que a solidão.
Entoas canções de exílios imaginários...
São os dias suplantando os ordinários
e inconcebíveis momentos da razão.

Inverno teu coração, descambo pausas.
Desconheço tua distância ante minhas causas.
Favoreço as entrelinhas dessa nossa paixão.
Feito o caos, que em nada nos compreende,
o amor é o que mais surpreende
quando pensas em outra amarga desilusão...





BRATTO
Publicado no Recanto das Letras em 16/05/2008
Código do texto: T991595

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BRATTO
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