Nada a perder nem a ganhar
Nunca vivi de aparências.
Fiz de algumas conveniências
apenas algo mais que esperado.
Norteei minha vida como um jogo pensado.
Movi com habilidade minhas peças sobre o tabuleiro.
Algum amor, algum dinheiro...
e depois de tantos encontros e desencontros,
uma cara embriagada no espelho,
o olhar lacrimejante e vermelho
de quem nada perdeu porque não tinha o que ganhar.
Espectros de um passado assombrado
pelo eterno medo de recomeçar...
IMBRANATTO
Publicado no Recanto das Letras em 16/05/2008
Código do texto: T991598
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