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Texto

VELHO RIO O velho rio corre lento e manso, Encantando iaras de longos cabelos, brejeiras! E em seu fluir, ouve-se mágico e suave canto, De sua sábia e gentil alma que serpenteia. O velho rio ás vezes é orgulhoso... Suas águas límpidas são profundas, Trazem histórias de um coração afetuoso Que transformaram em tristes agruras. O velho rio, então, se torna violento! Suas pedras escondidas marcam feridas E, o que nele era doce, torna-se sangrento Ao ver que nele despejam a ignorância, desiludida. O velho rio guarda seus cruéis rancores... Chega apressado, em fuga, ao oceano: Não pode amar, nem perdoar os dissabores Que os homens lhe trouxeram em desengano. O velho rio se joga ao mar, desesperado... Mistura-se ás suas profundezas de sal bendito Deseja a morte a não ser mais amado, Mas encontra nas tempestuosas águas, todo o infinito! |
| Anne Lieri |
| Publicado no Recanto das Letras em 05/08/2008 Código do texto: T1114685 |
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Sobre a autora

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Anne Lieri
São Paulo/SP - Brasil, 49 anos, Escritora Amadora
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