Texto

A chuva

Despencam as horas
Em insistentes gotas
Que caem dos céus
Em chuva diluviana.
Tudo se esconde
Se fecha, arrepia-se
E murcha.
O vento enregela a pele
Frustrando a faina,
Adiando os encontros
Trazendo a tristeza
E a saudade irmã.
É tempo de repensar
Analisar os sentimentos
Deletar os fracassos
E armazenar a esperança.
A chuva sempre nos alerta
Que somos frágeis, mortais
E passageiros.
A chuva insistentemente nos diz:
Lavem as suas almas, ínfimos seres,
E contemplem o poder
Sobrenatural da natureza!
Antônio Gonzaga Tomáz
Publicado no Recanto das Letras em 07/08/2008
Código do texto: T1117079
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Comentários
20/09/2008 09h33 - Giulio Cesare
Como o seu xará, o grande expoente do Arcadismo Brasileiro, Tomás Antonio Gonzaga, você tem o gosto pelos temas bucólicos. E muito boa a correlação que você faz entre a chuva e os sentimentos humanos!
02/09/2008 14h28 - Silvia Regina Costa Lima
alo poeta ************** Temos todos uma intensa relação com a chuva, que renova os ciclos da natureza, pode salvar ou matar, na quantidade errada. Nós amamos o que ela tem de simbólico e bom.**** Poema expressivo.**** Um beijo azul
24/08/2008 23h40 - Lord Solrac
Bem citado o insignificante ser humano, quando comparado à épica força da mãe natura. Grande Abraço, tio. Meus parabéns!

Sobre o autor
Antônio Gonzaga Tomáz
Natal/RN - Brasil, Escritor Amador
207 textos (13567 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 12/10/08 11:55)

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