Texto







Venha aqui,
Deite-se comigo
Faça deste chão o melhor abrigo
Solte todos seus sentidos
Veja quanta beleza
Daquelas nuvens passageiras
Que lentas, sorrateiras
Vão sem deixar pegadas
Apenas fantasiadas
Se mechem e se viram em nichos
E lá também se formam em bichos





Anda ... vem...
Deite-se comigo
Neste gramado verdinho
Por enquanto é nosso ninho
Para espiar o mundo todinho
Os flocos leves tão branquinhos
Que se formam e lá se vão
Encantar a outro coração





Isso... assim...
Veja que leve aquele avião
Parece carregadinho de emoção
Pessoas acenando a mão
Veja aquela janela
Parece você debruçada nela
Ou aquele cãozinho
Até parece que abana o rabinho
São tantos os bichos que vejo
Até penso que o céu
E um zoológico em festejo





Abra bem os olhos
Veja o vovô com o cajado
Coitado, parece cansado
Mas veja, lá vou eu ao seu encontro
De cabelos soltos ao vento
E você ao meu lado
Corre mais que meus pensamentos
São lindas as figuras que vejo
É campo completo de emoção
Melhor que desenho na televisão
 




*Imagens google




Célia Matos
Publicado no Recanto das Letras em 21/10/2009
Código do texto: T1879398

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Comentários
05/11/2009 19h03 - Elio Moreira
Você é incrível. Muito linda, tanto o poema, como o visual sugestivo. Beijos
25/10/2009 20h32 - Marcelo Roque
Nuvens tão passageiras e, ao mesmo tempo,tão fascinantes ! Adorei sua poesia Célia, parabéns ! Um grande beijo !
25/10/2009 14h14 - Tânia Meneses
É uma delícia ficar olhando os bichinhos de nuvens no azul do céu. Ainda mais agora poetizados por vc.

Sobre a autora
Célia Matos
São Francisco/MG - Brasil
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