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Texto

| UM POVO GUERREIRO Espírito que passeia pelas matas, leva na voz do tempo o lamento do guerreiro. Que enfim um dia seja ouvida nas palavras do vento, de um povo a sua real história: Liberdade nos seguia, nossas crenças eram puras, qualquer doença, curandeiro cura! Toda a terra era nossa, ouro não comprava honra, tudo era troca! A vida era simplória, rios limpos, céu brilhante, florestas verdejantes... Só matávamos para comer, plantávamos para colher. Nas tribos divididas ocas, palhoças, trabalho respeitado, tudo partilhado e o chefe era sábio! Nas festas, corpos pintados, na dança a alegria de uma etnia. O paraíso nos pertencia... Chegaram às caravelas e aportou o homem branco, tudo tão diferente! Uma outra cultura, armas, presentes, correntes... Mas na alma se pressente a prisão que o seguia. Bravo lutador, escravizado chorando sua dor. Índio não mais livre escravo do senhor, que das terras se apossou! 19/04/2007 |
| Anna Peralva |
| Publicado no Recanto das Letras em 03/11/2009 Código do texto: T1902769 |
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Sobre a autora

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Anna Peralva
São Gonçalo/RJ - Brasil, 57 anos
1367 textos (34460 leituras)
3 e-livros (77 leituras) (estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 27/11/09 06:32)
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