A História da Cidade de São Paulo em versos...
São Paulo é a minha terra.
É a cidade mais bela.
Com sua selva de pedra.
Têm como símbolos.
A Bandeira paulista.
Seu lindo modelo.
Por ser perfeito...
simboliza com efeito.
a árvore genealógica.
do povo brasileiro.
as três raças distintas:
branca, preta e vermelha.
O Brasão de armas
Usado como símbolo
“Campanha Do Ouro
para o Bem do Brasil”.
No Estado Novo,
Têm essa descrição:
Heráldica,Timbre,
Suportes, Divisa.
Seus antigos e atuais Governadores:
Prudente José de Moraes Barros (1841-1902)
Jorge Tibiriçá Piratininga (1855-1928)
Américo Braziliense de Almeida Mello (1833-1896)
José Alves de Cerqueira Cezar (1835-1911)
Bernardino José de Campos Júnior (1841-1915)
Manuel Ferraz de Campos Salles (1841-1913)
Fernando Prestes de Albuquerque (1855-1937)
Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1919)
Manoel Joaquim de Albuquerque Lins (1852-1926)
Altino Arantes Marques (1876-1965)
Washington Luís Pereira de Sousa (1869-1957)
Carlos de Campos (1866-1927)
Júlio Prestes de Albuquerque (1882-1946)
Pedro Manuel de Toledo (1860-1935)
Armando de Salles Oliveira (1887-1945)
José Joaquim Cardoso de Mello Neto (1883-1965)
Adhemar Pereira de Barros (1901-1969)
Lucas Nogueira Garcez (1913-1982)
Jânio Da Silva Quadros (1917-1992)
Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto (1910-1987)
Laudo Natel (1920)
Roberto Costa de Abreu Sodré (1918-1999)
Paulo Egydio Martins (1928)
Paulo Salim Maluf (1931)
José Maria Marin (1932)
André Franco Montoro (1916 – 1999)
Orestes Quércia (1938)
Luiz Antônio Fleury Filho (1949)
Mario Covas Júnior (1930 - 2001)
Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (1952)
José Serra
Com seus mais de 36 milhões de habitantes.
Grandes indústrias,
Agricultura e Pecuária,
Muitos imigrantes e migrantes.
Construído por povos
de várias etnias,
Com seiscentos e quarenta e cinco municípios
Mão-de-obra qualificada,
Mais de duzentos e cinquenta shopping center
Muitos bancos.
Maior bolsa de valores
da América Latina
Um povo desbravador,
Com a fundação
da povoação liderada
por Martim Afonso de Souza
que se transformaria
na Vila de São Vicente.
Com a exploração da terra
e a busca de povos para evangelizar,
para cumprir a missão
um grupo de jesuítas,
José de Anchieta e Manoel da Nóbrega,
subira a serra do mar
chegando ao planalto de Piratininga,
Fundaram um colégio
Aos vinte e cinco de janeiro
No ano de mil, quinhentos e cinqüenta e quatro,
Dando origem,
ao povoado de São Paulo de Piratininga.
Santos e Itanhaém a seguir...
O povo vivia a cultivar
cana, mandioca, milho,feijão,
criação de animais, algodão.
Os escravos indígenas a trabalhar.
na lavoura de cana-de-açúcar
No ano de mil, quinhentos e sessenta,
o povoado tornou-se vila.
Deu-se o ciclo do ouro,
e dos metais preciosos.
E entraram no interior do país,
as "bandeiras paulistas",
expedições organizadas para aprisionar índios
e procurar pedras e metais preciosos
em sertões distantes,
dando início ao desbravamento das Minas Gerais.
Em 1711 a vila elevou-se à cidade,
No século XVIII,
São Paulo continuava a ser
o local de onde
partiam as "bandeiras",
responsáveis pela ampliação
do território brasileiro a sul
e a sudoeste
muito além da linha de Tordesilhas,
a exterminar as nações indígenas
que eram resistentes a esses ideais.
Após a Independência,
No ano de mil, oitocentos e vinte e dois,
os africanos seriam vinte e cinco por cento da população,
os mulatos seriam mais de quarenta por cento.
E a presença de povos indígenas,
Já era então insignificantes.
nas zonas ocupadas pela colonização,
e em especial nas lavouras de açúcar,
implantadas no litoral norte
e na região entre Itu e Sorocaba.
Do século dezoito para o século dezenove,
quando as plantações de café
começaram a substituir
as de cana-de-açúcar
e a se preparar
para ocupar
o primeiro plano
na economia nacional.
Composta por D. JOão VI,
Sua mãe era uma rainha louca,
Sua mulher era uma princesa espanhola,
Seus filhos e onze mil pessoas partiu
para o distante Brasil,
uma colônia dominada por eles,
do outro lado do Oceano Atlântico,
E ele fugiu por medo de ser deposto,
pelo Exército francês,
que era comandado por Napoleão Bonaparte.
Em Portugal, a saída foi fugir para o Brasil.
Com a chegada da família real
portuguesa ao Brasil em 1808,
D. João VI iniciou várias reformas:
da arquitetura ao ensino superior,
da civilização urbana aos empreendimentos artísticos,
deveriam adequar o país para o Vice-Reinado
que abrigava a Coroa portuguesa,
Foi em terras paulistas,
Às margens do Rio Ipiranga,
Que em sete de setembro de mil, oitocentos e vinte de dois,
o herdeiro do trono português,
o príncipe Dom Pedro,
declarou a Independência do Brasil,
sendo aclamado Imperador
com o título de Dom Pedro I.
Com sua renúncia nos anos 30,
em meio à agitação política
contra o domínio português,
seguiu-se o conturbado
período da Regência que,
na segunda metade do século,
com a ascensão
ao trono de D. Pedro II,
houve desenvolvimento e prosperidade do país,
sobretudo após a consolidação
da agricultura cafeeira
como o principal produto
de exportação brasileiro.
com o avanço dos cafezais,
que encontraram na terra roxa
do norte da província o solo ideal.
A expansão da cultura do café
exigiu a multiplicação das estradas de ferro,
iniciando-se então
mil oitocentos e sessenta
e mil oitocentos e sessenta e um
em Santos e São Paulo
os trabalhos da construção
da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí,
a São Paulo Railway,
responsável pelo primeiro trem
a ligar as duas cidades.
Com o fim da escravidão.
Com a chegada de imigrantes,
principal alternativa de solução
ao problema da mão-de-obra
na lavoura cafeeira.
São Paulo prosperava
e a capital da província a passar
por uma verdadeira revolução urbana
para transformar
em capital da nova elite econômica
No ano de mil, oitocentos e sessenta,
na cidade de São Paulo,
Os primeiros lampiões de rua a queimar,
óleo de mamona ou de baleia,
e a cidade com um parque público a contar,
o Jardim da Luz,
com a Estação da São Paulo Railway e o Jardim da Luz.
Ao seu redor instalaram-se bairros residenciais de elite
- os Campos Elíseos -,
com seus bulevares ao estilo parisiense,
como a avenida Tiradentes.
Mas com as estradas de ferro
Surgiram novos bairros populares
como o Bom Retiro e o Brás,
cujo povoamento
foi reforçado pela instalação,
nas proximidades,
da Hospedaria dos Imigrantes.
Também os edifícios públicos multiplicaram-se:
assembléia,
câmara,
fórum,
escolas,
quartéis,
cadeias,
abrigos para crianças desamparadas,
Igrejas,
conventos e mosteiros.
Na área cultural artistas de circo,
atores de teatro,
poetas e cantores
começaram a consolidar
seu lugar
na cidade,
junto com o primeiro jornal periódico.
A chegada de milhares de imigrantes,
além de resolver o problema da mão-de-obra
da lavoura cafeeira,
permitiu maior ocupação do interior do Estado.
Criaram-se as condiçõesnecessárias,
para que pequenas fábricas,
subsidiárias do café,
dessem os primeiros passos
em direção
à industrialização.
começou haver a preocupação
com a construção de novas estradas,
prevendo-se a interiorização dos cafezais
e a prosperidade com a República.
O fim do Período Imperial chegara
Com a Abolição da Escravidão
Pela Lei Áurea,
Assinada pela Princesa Isabel,
Por vontade própria ou por imposição,
Não se sabe ao certo,
Mas fez bem a Nação.
Em meados do ano de mil, oitocentos e oitenta e oito.
As elites conservadoras o apoio a perder,
agravada pelos atritos do imperador
com a Igreja, na chamada "Questão religiosa",
e a crise no Exército, após a guerra do Paraguai,
origem da "Questão militar",
determinariam a queda de Dom Pedro II.
Ele seria deposto, por um movimento militar
Que tinha como líder,
Nada mais e nada menos,
Que o então Marechal Deodoro da Fonseca.
No ano de mil, oitocentos e oitenta e nove.
Iniciou-se então o primeiro período republicano no Brasil.
Até o ano de mil, novecentos e trinta,
a República era controlada,
pelas oligarquias agrárias de São Paulo,
Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A importância econômica do café,
Que tinha em São Paulo a sua produção,
e o gado que tinha em Minas Gerais a sua criação,
sustenta a "política do café-com-leite",
em que paulistas e mineiros,
se alternam na presidência da República.
São Paulo apenas mantinha o poder,
que conquistara com a consolidação,
das novas bases econômicas do país,
nas últimas décadas do Império.
A ferrovia permitia a expansão da cafeicultura,
atraía imigrantes e permitia a colonização de novas áreas,
enquanto nas cidades,
a industrialização avançava,
criava-se novos bairros urbanos
e abria-se espaço para novas classes sociais,
o operariado e a classe média.
Um Estado a prosperar na Federação,
a eletricidade substituía o lampião a gás;
chegavam os primeiros carros,
o primeiro dele pertencera ao pai de Santos Dumont,
No ano de mil, oitocentos e noventa e um,
cresciam as linhas de bondes elétricos,
construíam-se na capital grandes obras urbanas,
o Viaduto do Chá e a Avenida Paulista.
desde a imigração,
que no campo sustentava as plantações de café,
ao desenvolvimento das cidades,
Todo o Estado paulista a se transformar.
Santos, Jundiaí, Itu, Campinas
e diversas outras vilas,
passaram a conviver
com o apito das fábricas
e com uma nova classe operária.
As greves tornaram-se assunto cotidiano,
dos boletins policiais,
Um dos maiores problemas
Passou a ser a energia elétrica,
Em 1900, fora inaugurada a Light,
empresa do Canadá.
e que tornara-se responsável
pelo setor em São Paulo até 1970.
O Estado passou a ter capacidade
de geração de energia elétrica nesta cidade.
E com isso houve um grande desenvolvimento industrial
entre os anos de mil, novecentos e trinta
e mil novecentos e quarenta.
pequenas hidrelétricas começaram a ser construídas,
principalmente com capital estrangeiro.
Nesse período da Primeira República,
a aristocracia cafeeira paulista
vive o seu mais alto grau de satisfação.
Mas a Revolução de 1930
coloca fim à liderança
da oligarquia cafeeira,
trazendo para o primeiro plano
os Estados menores da Federação,
sob a liderança do Rio Grande do Sul
de Getúlio Vargas.
As oligarquias paulistas ainda promoveram,
contra o movimento de 1930,
a Revolução Constitucionalista em 1932,
mas são derrotadas,
apesar do avanço econômico
demonstrado pelo Estado de São Paulo.
No ano de mil, novecentos e trinta,
os trilhos de suas ferrovias
às proximidades do rio Paraná a chegar
e a colonização ocupava mais de um terço do Estado.
As cidades se multiplicavam.
Socialmente, o Estado,
com seus mais de um milhão de imigrantes,
tornou-se uma torre de Babel,
profundamente marcado
pelas diversidades culturais
trazidas por povos de mais de sessenta países.
Mas na última década da República Velha,
o modelo econômico e político
que sustentava o predomínio de São Paulo
mostrava seu aparente cansaço.
Após a Revolução de mil, novecentos e trinta,
o país viveu um período de instabilidade
que favoreceu a instalação da ditadura
de Getúlio Vargas,
período de oito anos
que terminou juntamente
com a Segunda Guerra Mundial,
que abriu um período de redemocratização
e a instalação da chamada Segunda República.
No plano econômico, o café superou a Crise
por que passou no início da década de mil novecentos e trinta
e fora estimulado por bons preços
durante a guerra, favorecendo assim
a recuperação de São Paulo.
Era a vez da indústria despontar,
impulsionada, pelos capitais deslocados da lavoura.
Com a chegada da indústria automobilística em São Paulo,
Na década de mil, novecentos e cinquenta.
o Estado paulista a se transformar
no maior parque industrial do país,
posição que continuou a manter,
apesar das transformações econômicas
e políticas vividas pelo Brasil.
Em novembro de mil, oitocentos e noventa e um,
Chega o primeiro carro motorizado no Brasil.
A bordo do navio Portugal,
que aportou na cidade de Santos,
um Peugeot, que fora comprado por 1.200 francos.
O proprietário era Alberto Santos Dumont
- o futuro Pai da Aviação -,
que acabava de retornar da França com a família.
Alberto Santos Dumont já demonstrava
que era um homem que muito longe enxergava.
O automóvel a se transformar,
no maior empreendimento,
da economia mundial.
Se em mil, oitocentos e noventa e um,
existia somente um automóvel no Brasil,
em mil, novecentos e quatro,
oitenta e quatro carros já eram registrados,
na Inspetoria de Veículos.
Não existia o Detran na época.
Havia pessoas ilustres da sociedade paulista:
Antonio Prado Júnior,
Ermelindo Matarazzo,
Ramos de Azevedo,
José Martinelli
e muitos outros.
Henry Ford diz:
"O automóvel está destinado a fazer
do Brasil uma grande nação".
A primeira linha de montagem
e o escritório da empresa
foram montados
na rua Florêncio de Abreu,
centro da cidade de São Paulo.
Em mil, novecentos e cinqüenta e um,
A General Motors do Brazil a abrir,
sua fábrica no bairro paulistano do Ipiranga.
Meses depois já circulava o primeiro Chevrolet.
Em mil, novecentos e vinte e sete,
a companhia a iniciar,
a construção da fábrica de São Caetano do Sul.
Estradas foram construídas,
em todo o Estado de São Paulo.
entre mil, novecentos e vinte
e mil, novecentos e trinta e nove.
No Estado de São Paulo,
o número de carros de passeio a subir,
de cinco mil, quinhentos e noventa e seis
para quarenta e três mil, seiscentos e cinquenta e sete.
e o de caminhões vão duzentos e vinte e dois
para vinte e cinco mil, oitocentos e cinquenta e oito.
No ano de mil, novecentos e quarenta.
Inicia-se a Segunda Guerra Mundial.
As importações são prejudicadas
e a frota de veículos no Brasil
vai ficando ultrapassadas.
As fábricas só montavam seus automóveis aqui
e não produziam suas peças.
Era preciso desenvolver
o parque automotivo brasileiro.
O então presidente da República,
Getúlio Vargas,
proíbe a importação de veículos montados
e cria obstáculos à importação de peças.
Foi Juscelino Kubitschek,
que deu o impulso necessário
à implantação definitiva
da indústria automotiva,
ao criar o G.E.I.A
- Grupo Executivo da Indústria Automobilística.
Em vinte e oito de setembro de mil, novecentos e cinquenta e seis,
fora inaugurada,
no ABC Paulista,
em São Bernardo do Campo,
a primeira fábrica de caminhões,
com motor nacional da Mercedes-Benz.
Em mil, novecentos e sessenta,
O Brasil estaria com sessenta e cinco milhões,
setecentos e cinquenta e cinco mil habitantes,
e trezentos e vinte e um mil e cento e cinquenta
veículos produzidos,
desde o início da implantação,
do parque industrial automotivo.
Mais de noventa por cento das indústrias
de autopeças,
foram instaladas na Grande São Paulo.
E foi no Estado de São Paulo,
que permanecera instalado,
o maior parque industrial
da América Latina,
A revolução automotiva
da década de mil, novecentos e cinqüenta,
trouxe tecnologia, empregos,
um grande desenvolvimento industrial
e uma nova relação de capital-trabalho,
com o crescimento e fortalecimento,
dos sindicatos de classes.
O Estado produz mais de um milhão de veículos por ano.
O povo lutava pela democratização e pelas eleições diretas.
Movimentos se espalhavam por todo país,
mas a campanha das diretas,
somente conquistara as ruas,
depois do histórico comício,
de vinte e cinco de janeiro.
Aniversário da cidade de São Paulo,
Diretas já.
Essa é a História da minha cidade.
Que com muitas lutas.
Muitas revoluções.
Muitos heróis de verdade.
Com suas verdades e mentiras.
Com os imigrantes utilizados como escravos.
Na produção de café.
Sou descedente desses imigrantes.
Que aqui vieram.
Do italiano com o português.
E sei que o italiano muito sofrera.
Não foi fácil a vinda deles para o Brasil.
Muitos sobrenomes foram mudados.
Não sei exatamente o por quê,
não sei se as pessoas que aqui chegavam
soletravam o nome
e as pessoas que o recebiam
não eram alfabetizadas o suficiente
ou não sabiam escrever.
Pois como professora,
sei que há diferenças.
Entre saber escrever.
E entre compreender.
Existe o analfabeto funcional.
Que sabe escrever,
mas não compreende textos
E os contextos.
Mas a verdade é que:
o Português era um povo mais esperto.
Não digo que sejam os mais inteligentes.
Pois acredito que não se usa a inteligência.
Para massacrar os povos primitivos inocentes
que aqui estavam e que aqui viviam.
E também não se usa seres humanos.
Para serem escravos.
E a ganância não pode estar acima de tudo.
Destruir terras,
massacrar escravos,
e dizimar indígenas.
Em usar o nome de Deus em vão.
E a ganância era a principal questão.
Mas não foram só os portugueses,
que foram cruéis,
os espanhóis também.
que considero.
pela sua cruel história.
um povo mais que primitivo.
idade da pedra lascada mesmo.
dizimaram os astecas, maias e incas.
que eram povos inteligentissimos.
para colonizar a América.
e até hoje assassinam touros.
em atos cruéis.
eu sempre torço pelo touro.
e aplaudo quando um deles são chifrados.
esse episódio.
deveria sempre terminar assim.
o touro sempre a vencer.
mas aqui em São Paulo.
também tem atos cruéis.
como a briga de galos.
criar pitt bull para o ataque.
cachorros docéis,
que viram assassinos,
criados por seres inescrupulosos,
seres maldosos,
e a conseqüência quem paga sempre.
é a vítima e o cachorro inocente.
os assassinos que matam pelo simples prazer
de ver o corpo cair ao solo.
mas eles tem medo de morrer.
pois a vida deles têm mais valor
daquele que ele assassinou.
os ladrões a mão armada.
ou sem arma.
que são covardes.
e não lutam corpo a corpo.
têm que ter uma arma na mão.
para amedrontar a sua vítima.
os estupradores,
que amedrontam as mulheres,
crianças e até mesmo meninos.
enforcam, matam, mutilam,
causam grandes traumas.
em quem já foi vítima.
desses seres inescrupulosos.
assalto a ônibus.
agora virou moda,
por ironia do destino,
sequestro relâmpago,
usar pessoas como refém.
para atingirem seus objetivos.
dinheiro, ouro e jóias.
o que se passa na cabeça de uma pessoa
para agir assim?
não respeitar a própria constituição.
que é o direito de ir e vir.
temos que nos enjaular em nossas casas.
enquanto esses seres,
que vivem a margem de uma sociedade,
nos amedrontam,
com suas atitudes cruéis.
nos fazem refém,
do medo,
com suas atitudes covardes.
Mas há o outro lado da cidade.
Que felizmente.
São a maioria da população.
Pessoas honestas e decentes que vivem aqui.
Que vieram de outros estados e outros países.
E que ajudam a cidade a construir.
Povo sofrido, trabalhador.
Fizeram de São Paulo.
Uma grande nação.
Infelizmente para a isso chegar.
Houveram muitas mortes.
Não esqueçamos de MMDC.
Martim,
Miragaia,
Drauzio,
Camargo.
Índios dizimados.
Escravos massacrados.
Parabéns minha cidade.
Pelos seus quatrocentos e sessenta e quatro anos.
Sou filha legítima dessa terra.
Que acolhe todos com muito carinho.
Esta terra é uma mãe.
Que cuida e protege os seus filhos.
Tenho orgulho de ser paulistana.
Tenho orgulho de ser brasileira.
Apesar da minha descendência.
Ser portuguesa e italiana.
Agradeço a Deus por aqui nascer.
E fico triste quando alguém.
Desfaz dessa grande cidade.
E dá valor aos estrangeirismos.
Que sob meu ponto de vista.
Não chega nem aos pés de São Paulo.
E muito menos ao solo deste imenso Brasil.
E essa frase vamos sempre a lembrar.
E vamos também praticar:
“O povo unido
Jamais será vencido”.
Roseli Princhatti
Publicado no Recanto das Letras em 25/01/2008
Código do texto: T832463
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