A Vila do Sol
Eu não quero mais ir embora.
Não preciso mais ir.
Percebi que posso ficar aqui
De outra forma.
Quando ando e vejo
as ruas escuras
pelas quais caminhei
Estranho; desconheço.
Hoje caminho por claras ruas
Iluminados Caminhos
que posso enxergar.
As ruas escuras não são meu lugar!
Ali, eu estava triste
preso, inexistente e louco.
Aqui, estou feliz, próspero
livre, realizado, útil e são.
Aquelas ruas escuras
pelas quais caminhei
Tornaram-se passado
Quando me libertei.
Marcelo Júnior
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1904806
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