Texto

Na boca da botija perco o gol,

Na boca da botija perco o gol,
Um artilheiro sabe do que eu digo,
Dizer do que pensei, porém não sou,
É tudo o que não quero; vão perigo.

Se tudo o que não tive assim restou
Estou sempre à procura de um amigo.
O vaso da esperança não quebrou
Quem sabe, de outra forma? Não consigo...

Eu tenho meus defeitos, sou sincero,
E tudo o que desejo, o que mais quero
Jamais imaginei poder tentar.

Vivendo por viver, nada mais resta
Senão a solidão que enfim protesta:
- Espere a tua morte, devagar!
Marcos de Loures
Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2008
Código do texto: T1064659

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Marcos de Loures
Alegre/ES - Brasil, 46 anos, Leitor
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