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De tanto ser tão tonto tento um tento

De tanto ser tão tonto tento um tento
Que nada... Amor balança, mas não cai.
Um novo Paraíso até que invento,
Porém a solidão não se distrai.

O olhar que já guardei no pensamento,
Teimoso deste jeito, nunca sai.
Repito, toda vez, este lamento,
Agora, deste jeito, eu penso vai...

Eu sei que sou ingênuo, disso eu sei.
Quem fez das ilusões a sua lei
Demora, cai a ficha, volta ao zero.

Ao menos um sorriso de um amigo.
Eu tento, me arrebento e não consigo,
Porém, oligofrênico, eu espero...

Marcos Loures
Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2008
Código do texto: T1064675

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Comentários
04/07/2008 18h44 - Gonçalves Reis
Espero esse sorriso de amizade/Que muito procurei em meu caminho/A vida nos ensina que o espinho/Tranforma-nos e traz maturidade...///Abraço querido mestre, do Gonçalves.
04/07/2008 18h37 - Gonçalves Reis
que genial soneto esse querido mestre. Abraço do Gonçalves.

Sobre o autor
Marcos Loures
Ibitirama/ES - Brasil, Leitor
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