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Texto

| Plenitude dos Sentidos A batida cardíaca ecoa, como se seu som cobrisse aos outros, como que procurando aquele que seria o seu par. O corpo fica cada vez mais leve. E este tem vontade de dançar interagindo com o festivo dos pássaros. Imaginária cachoeira, queda d' água, névoa úmida tocando com afeto a face. E nesta havendo lufada de uma brisa perfumada pelas flores campestres donas de muitas cores. de um onírico campo onírico Reunindo a imagem uma fina chuva criando musicalidade do cair das gotas sobre a relva e as árvores. Sentidos aguçados, visão, olfato, audição, e a epiderme toda viva. No paladar o último beijo. Na cabeça o último sonho. Agradáveis fantasias da imaginação, tudo é criação. Os limites foram abandonados. É tomado por uma pacífica euforia. E esta não se sabe se expressa-se por lágrimas ou por sorrisos. Novamente o coração se faz sonoro. Tinge a tudo um murmúrio de silêncio. A sensação de libertadade o visita, mas brinca de fugitiva. Êxtase de corpo e alma. Num íntimo encontro consigo, num profundo sentir de tudo, num momento único, onde comunga com a plenitude de ser. |
| Gilberto Brandão Marcon |
| Publicado no Recanto das Letras em 03/07/2009 Código do texto: T1681131 |
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Sobre o autor

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Gilberto Brandão Marcon
São João da Boa Vista/SP - Brasil, 46 anos
706 textos (37732 leituras)
221 áudios (9254 audições) 3 e-livros (93 leituras) (estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/11/09 07:47)
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