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Texto

| O Pó da Terra É o indigno e traiçoeiro que prevalece sobre o digno e leal. É o hipócrita e dissimulado que subjuga o franco e verdadeiro. É o desonesto e vadio corrupto que aprisiona o honesto e trabalhador. É o impostor do ideal divino que faz-se de juiz dos ingenuamente crentes. E ainda assim, que fazer se a consciência quer combater o perverso? Mas onde encontrar armas? Humanamente parecem não existir. É preciso crer no milagre, na intervenção divina, no Deus Pai e General. Mas como este pai miliciano poderá ser o Pai Amor e Misericórdia? Basta querer ir além da fé cega e a razão confunde-se com estes conceitos. E se a fé é força essencial existir, também a razão é dádiva do saber divino. Sem a alma divina, o homem é árido, é semente que produz fruto sem sumo. É bela letra desenhada por artística caligrafia, mas ainda assim morta. É corpo biológico, é instinto estagnado, é zumbi despojado da fagulha de luz. É escravo da efemeridade, desprovido da eternidade que conduz o existir. É servo das ilusões da matéria, da terra de que esqueceu vir, e que voltará ao pó. |
| Gilberto Brandão Marcon |
| Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2009 Código do texto: T1910812 |
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Sobre o autor

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Gilberto Brandão Marcon
São João da Boa Vista/SP - Brasil, 46 anos
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221 áudios (9271 audições) 3 e-livros (93 leituras) (estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 27/11/09 07:59)
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