Amigo
Amigo
De olhos fechados
No breu sombrio
Frente a frente com a solidão
Vi minha vida
Sem compreenção
Repetida como toda a vida
De braços abertos
Feridas maguadas
Sonhar era toda a felicidade
E doia ser uma rosa
Por viver com espihos
A mão mais rápida
De um braço forte
Abafou o sangramento
Quero dividir a cruz
Por que
Sem razão
Quero diminuir a consequência
Sem causa
Precisa e quero ajudar
Quero ser seu ombro
Quero chorar
Quero precisar
Quero olhar olhos nos olhos
Quero dizer:amigo
Vem ajudar
A voz tremula e assustada
Está na mesma situação
A solidão não fechou seus olhos
No seu escuro
Lutou dentro de se
E olhou pra mim
Clésio Leitão
Publicado no Recanto das Letras em 16/05/2008
Código do texto: T991581