Texto

AREIA


Hoje mesmo, se vieste a mim chorando,
quão delicadamente eu então lhe abraçaria...
Mas a tua presença é frágil duna ao vento
e em minhas mãos levemente se desfaria!

A brisa que finalmente assim lhe levaria,
 - sopro de alma longínqua e calada
iria retirando-te de perto de mim:
tão leve, sem voz, sem tom, sem nada...
Clebson Moura Leal
Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2009
Código do texto: T1682258

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Sobre o autor
Clebson Moura Leal
Indaiatuba/SP - Brasil
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