Ao Leitor
Tu, que vedes meus sonhos,
Sobre esta tira de papel,
Faça-te como os cegos,
Que enxerga ao toque no céu.
Tu, amigo leitor,
Não te rias,
Deste absurdo que é amor,
Nem faça-te injúrias.
Tu, que brincas de amar,
Ainda feito criança,
-Ora! Também pertenci a este mar,
Que é sempre em abundância.
Mesmo este ar inda pueril,
Tenho versos idosos,
Sou como a correnteza do rio,
Que sai apressados.
Augusto Fagundes
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1905373
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