Um dia qualquer...
Para a jovem P..., futura médica ou pedagoga.
Os raios solares beijavam suavemente o chão. Tudo pronto.
Tu chegaste radiante; em sua negra vestimenta, bela!
Célere, aprumei-me em um canto; ébrio de desejo e encanto.
A todos empurrei para ver-te melhor, à sentinela.
Tu, pisaste ao palco. Oh! Que sublime visão!
E entoaste seu majestoso canto: "Dezesseis", do Legião.
De olhos marejados, acompanhei-te e iniciei a pontuação.
Tu dançavas, sorrias, e eu vibrava de emoção.
Os raios solares explodiam multicores.
Bateria, Baixo, Guitarra, Violão...
Em lindos minutos, tu apagaste as minhas dores.
Por eternas horas, eu te levarei em meu coração.
Invejei o grandioso Sol, que continuava a beijar-te o corpo.
A euforia das pessoas despertou-me da magia, do torpor.
Registrei para sempre você cantando: "Bye, bye, Johnny" com fervor.
Dei-te nota máxima! E, extasiado, levantei-me e parti. A passo roto.
Em minha mente tu estás, dia e noite.
Aproxima-se o dia da nossa separação.
Mágicos foram os momentos ao teu lado; um deleite!
Mas, o cruel Tempo nos separou em idade. Eis minha maldição.
Marcos Paulo de Oliveira Santos
Publicado no Recanto das Letras em 16/05/2008
Código do texto: T992003
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