CASA VAZIA Na parede da sala O relógio lembra o escoamento... Na cama intacta, A falta de sono e de amor... Sobre a mesa Flores murchas, Tocos de velas, Maçã de leve roída, Um livro aberto ao acaso, A capa de LP antigo (sobran y faltan las palabras...) Um diminuto retrato... Nos olhos, Pálpebras inchadas... No lenço, Filetes de pranto... Nas unhas, Marcas do autoflagelo...
(ah, que insensato coração... )
Ah, a solidão, a ausência, A espera que não finda... Noites nascidas sem perfume, Sem estrelas nem lua...
(¿ ai, cómo olvidarte?...)
Onde meu luar, meu ar, meu chão? Meu pulsar e inspiração?
Treva existencial Na casa sem ti.
imagem: pinmq
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| Kathleen Lessa |
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1905115 |
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A saudade é sempre um bom mote! Lindo!
parabéns pelos seus textos!
Quero agradecer também sua amável visita e comentários! Abraço!
Oi, embora tarde, quero desejar felicidades pelo seu niver, desejando muita saude.Sabe que não comento por falta de tempo, mas estou sempre aqui te lendo. Voce e umas das pessoas que mais estimo aqui no recanto, e isso ja faz um tempão.Abração pra voce e muitas felicidades, que tudo de bom te aconteça.
Numa casa vazia a saudade de um amor é como a insensível poeira, cobre indiferente à dor até o tempo que nela foi vivido. Belíssimo, poema. Kathleen. Beijos. Nuno