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Elegia Desesperada

Elegia Desesperada

De que adianta mãos ardentes
Colhedoras de brasas-fogo
Se as raízes-fins profundas
Encontram-se em negror e podridão?

De que adianta a voz bravia
Se é em terror e melancolia
Que os olhos se fecham e se respeitam?

De que adianta o discurso,
Verdade feroz, sem rédeas e alvo,
Se a palavra é frágil, corruptível?

De que adianta a liberdade,
Na terra, na cidade, aonde quer
Que seja, aonde quer que vamos...
Se é na saudade que nós voamos?
R Duccini
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1904989
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Comentários
06/11/2009 19h47 - Thiago Kaza
Magnífico!

Sobre a autora
R Duccini
Paracambi/RJ - Brasil, 17 anos
322 textos (14655 leituras)
1 e-livros (32 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/11/09 11:16)

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