Texto

UM POBRE HOMEM

Todos passam ninguém parece perceber seu sofrimento
Um simples passo o leva a exaustão
De repente não agüenta mais
E cai ali mesmo diante dos olhos estranhos
Tentando exclamar um último pedido de ajuda

Estranhamente seus olhos não se fecham
A morte o levou
Mais deixou um brilho em seu olhar
Um olhar negro como as trevas
E ali mesmo ficou

Caí à noite e com ela vem o silêncio
Velas são acesas ao redor do corpo
Ninguém ousa tocá-lo
Seus olhos revelam que sua alma não o abandonou
Lágrimas ainda podem ser vistas

O brilho se foi
Sua alma finalmente deixou aquele antigo abrigo
E ali mesmo começa a circular
Ajoelha-se diante de si mesmo
Com o passar da mão seus olhos se fecham
Sorri com o espanto dos estranhos

A lua ilumina sua nova jornada
Caminhando rumo ao desconhecido
Outros começam a acompanhá-lo
Nada é dito, todos seguem em silêncio
Este quebrado pelos gritos de horror
Olha para trás e percebe que muitos estão sendo envolvidos nos braços da escuridão

Sua majestade, mestre do mundo das sombras
Pessoalmente veio para buscá-los
Observou cada infeliz ser levado em meio aos gritos de desespero
Sentou-se, tentando entender. Porque tinha sido o único a ser poupado?

Sua resposta revelou-se diante de seus olhos tomados pelas lágrimas
Finalmente a reencontrou
Tinha caído em desespero desde sua perda
Nunca entendendo o porque de tirarem dele tão cedo
Novamente a toma em seus braços
Caminham juntos, agora eternamente
Para assim viver o amor
Tragicamente interrompido
Lord Ed
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1905199
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Sobre o autor
Lord Ed
Osasco/SP - Brasil, 27 anos
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