O fim de meus dias
ó sofrimento,ó dor lancinante
Acabo por me atirar num rio de lágrimas e sofrimento
Nas minhas pernas estão duas enormes bolas de ferro
De solidão,choro e desordem desde o começo
Carrego nas costas o peso de um amor incorrespondido
Levo no peito a dor de um coração partido
Tudo se torna frio,e devagar,lento
Procuro na morte um alívio para as enfermidades e tristezas
Venha ó morte que caminha pela Terra sem direção nem volta
Rogo-lhe que tire de mim essa vida inútil regada de ódio
Não sou nada,sou um espelho de outros
Sou apenas aquilo que tento ser
Algo passageiro e estúpido
Já se aproxima a hora
minha boca se rega de sangue
Meu pulmões se enchem de água
Talvez por ventura não vivi
Talvez não mereça esse mundo
Mas a tristeza é tamanha que jamais vi
Há tristeza em tudo
Ó felicidade por que és tão passageira
Tristeza que é pra sempre
Felicidade és um estado imaginário
Criado por uma mente ilusória
Peço a deus,se por ventura realmente existir
Não deixai este mundo a tristeza consumir
Que as chuvas sejam menos duradouras
e os sóis longos e brilhantes
É chegada a hora de partir
a morte agora é meu guia eterno
Passarei meus dias no inferno
Carlos Delacroix de Souza
Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2009
Código do texto: T1909248
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.