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DELÍRIO

DELÍRIO

Levanto meus olhos.
O relevo de teu corpo não me é permitido ver.
Pêlos formam uma barreira espessa,
intransponível aos meus olhos.

Teu cheiro me chama.
Teu gosto me impele.
Fechos meus olhos.
Me delicio.

Me apercebo do mundo apenas por teus gemidos.
Sofridos, prazerosos, desejando.
Arfante me pedes mais,
Arfante não me permites parar.

Não quero parar, não posso parar
Tanto quanto tu queres, quero eu.
Mordo tuas cochas.
Elevas teu ventre.

Apertas minha cabeça.
Puxas meus cabelos.
Meus cabelos, teus pêlos.
Suados, molhados, melados.
Um emaranhado louco.
Misturados.

Gemes, gritas.
Te abocanho, me entranho.
Ardente, demente, sofregamente.
Gemes, gritas.
Me pedes, me medes, sedes
Relaxada, molhada, melada.
Minha boca, meu rosto,
Minha língua cansada.
TONYMANEIRO
Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2008
Código do texto: T1065303
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Comentários
09/07/2008 14h51 - Elliana Alves
Uauuuuuuu que delicioso,rsrsss fico louca assim poeta,af,ui que calor,rsrsss,amei e vc é lindo hei,bjssssssssssssss enormes e boa tarde!
05/07/2008 07h05 - silvia regina verissimo
nossa fiquei com tesão!! que lindo. bjus

Sobre o autor
TONYMANEIRO
São João de Meriti/RJ - Brasil, 56 anos, Escritor Semi-profissional
171 textos (7406 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/09/08 20:46)





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