EROTISMO POETIZADO
Estás sempre a perguntar o porquê de não escrever textos eróticos falando de nós dois.
Fiquei a pensar, concordando contigo. Já havia feito textos onde o erotismo estava sempre presente.
E tudo era fruto de minha imaginação, doce lirismo.
Escrevia com tanta emoção, que pensavas que eu havia vivido todos aqueles momentos ( Dava risadas do teu ciúme disfarçado).
Teu ciúme, medindo em graus, poderia considerar grau máximo (tu entendes o que falo), mas ia deixando passar, porque tudo o que escrevo para ti tem amor incondicional, desejo e paixão... Tudo muito erotizado, só não classificava como tal ( reveja as poesias desde quando te conheci...).
Mas, hoje quero falar dos nossos momentos vividos, do nosso erotismo poetizado.
Ao te conhecer meu bem, nada tinha cor, nem sabor;
Meu jardim era um eterno deserto.
Meu mundo, tão triste, caminhos incertos;
Vieste de longe, encheste minha vida com teu grande amor.
Inicialmente, fiquei assustada e ressabiada;
Mas tua ousadia, não me permitia pensar em mais nada.
Trouxeste a luz, as cores da vida, a tua alegria trouxeste também;
Fui ao teu encontro e os anjos em coro disseram: AMÉM.
A um simples olhar, um doce espreguiçar;
A minha calmaria, deixa de existir.
Começo a imaginar, e mesmo a sonhar;
E o próximo passo é te levar dali.
Trancar-te num quarto, me esfregar ao teu corpo;
Como se teu corpo fosse a salvação.
Beijar tua boca capturar teu sopro;
Molhar tua pele com o meu tesão.
Ah! Deixar-te rasgar, aquele empecilho;
Tão alvo, de renda, um doce martírio.
Hurrando, gemendo, que nem bicho louco;
Tuas mãos em minhas ancas, teus gemidos roucos.
Depois de eu chegar ao céu várias vezes;
me viras do avesso, me pegas de jeito.
Me xingas, me amas, de toda maneira;
E diz que sou linda, tua fêmea faceira.
Enfim, já suados, gozados, paramos;
Mas doce mentira, nós nem descansamos.
O tempo é breve, nosso amor é completo;
E recomeçamos tudo... um erotismo poético.
Adi
Publicado no Recanto das Letras em 15/05/2008
Código do texto: T991095