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POESIA QUASE TRISTE

Perdi os rumos de mim,
Por isso vagueio assim,
Buscando o abrigo de um porto.
Ostento profundas rugas
E as cicatrizes das fugas
Deste meu “eu” triste e torto.

Trago um tormento previsto
Nas chagas de um velho cristo
Que se projeta em meu rosto.
Trago os sonhos destroçados
Pelos tufões indomados
Que o destino tem-me me imposto.
 
Mas trago (bendita seja!)
A inspiração benfazeja
De uma poesia rimada.
Gerada dentro da alma,
É meiga filha que acalma
A hostilidade da estrada!
Roberto de Carvalho
Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2008
Código do texto: T1064323
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Comentários
04/07/2008 15h22 - celina vasques
Maravilhoso Poema poeta! Parabéns eu achei Divino!!! beijo carinhoso
04/07/2008 11h48 - Olhosdejade
Oi Roberto bom dia!!! Que linda essa poesia. Que bom que é "quase" e esse quase é nada diante do todo.beijos para você poeta.
04/07/2008 11h46 - JUCIMAR ESTRELA
.....e perfeitamente bela...muito bom.

Sobre o autor
Roberto de Carvalho
São Paulo/SP - Brasil, 44 anos, Escritor Profissional
22 textos (675 leituras)
3 e-livros (414 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/10/08 04:54)

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