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Texto

| TERRA FRIA Terra fria, flores secas e desfolhadas, sem perfumes de amanhãs, por "ora mortas" despidas de alquimia. Bate no coração as contradições... Hoje doei rosas e no ontem da vida, será que esqueci de doar minhas emoções? Hoje choro da partida a dor e no ontem da vida, será que declarei todo meu amor?... E nesse dia sempre cinzento, tal qual meus sentimentos, no cheiro de despedidas só penso na terra fria, no cal, no cimento... Nas folhas secas, o som da triste melodia entoada pela chuva fina lacrimejando sua estesia... Terra fria, que também me acolherá um dia e sempre há de haver lágrimas, silêncios, ausências sentidas... Enquanto não se entender essa passagem e a rota do mistério do tempo etéreo, onde da terra fria a alma se liberta e leve, caminha para sua morada. E na luz quente e brilhante, de um alvorecer glorioso, esvoaçante, da terra fria distante voando qual espírito liberto, segue em busca de LUZ e PAZ para a CASA DO PAI. 2006 |
| Anna Peralva |
| Publicado no Recanto das Letras em 02/11/2009 Código do texto: T1901296 |
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Sobre a autora

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Anna Peralva
São Gonçalo/RJ - Brasil, 57 anos
1368 textos (34357 leituras)
3 e-livros (77 leituras) (estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/11/09 10:06)
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