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Texto

| Im memorium Da janela do momento Observo, A humanidade a diluir a sua essência. Tantas vidas pelas calçadas perdidas! Tantas almas confundidas Cultuando futilidades Como essência de vida! Almas que não amam, Porque amar está fora de moda. Vidas que não choram, Porque chorar é “ser fraco”. Cultivam a individualidade, Não dividem as gavetas, Ninguém mais se completa, Ninguém olha além da cor dos olhos, Incapazes de ouvir os gritos do silêncio! Que estranho mundo é esse, Que foi um dia o paraíso? Que estranhos seres são esses Que deveriam ser a “SUA imagem e semelhança”? Usam armas para ferir, Palavras pra massacrar, E as “mãos lavadas” para calar! O que fizeram do “livre arbítrio”, Usado indiscriminadamente, Sem pensar no bem do outro? Será ainda um coração que bomba O vermelho da vida? Onde andará o amor de verdade? Aquele! Que se sente na pele, Que nos faz grandes e belos, Que nos faz humildes e limpos! Aquele! Que nos faz inteiros, Nos fragiliza mas nos une, E unidos somos imbatíveis! Onde andará o “ser” Que um dia foi “humano” Viveu no paraíso, Pecou, Se arrependeu, E no amor permaneceu!? Onde andará..... Rosane Oliveira |
| Ro Oliveira |
| Publicado no Recanto das Letras em 02/11/2009 Código do texto: T1901783 |
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Sobre a autora

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Ro Oliveira
Mauá/SP - Brasil, 41 anos
170 textos (5281 leituras)
11 áudios (272 audições) (estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/11/09 10:34)
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