CANÇÃO DO SERVO...
Clamor do servo.
Vede olhos minuciosos
qual é o mal de tanta dor.
Vede sobre fatos sinuosos
que o bem e o mal vão se opor.
As nuvens de uma tarde ensolarada,
trazem fim, ao sol que tanto brilhou.
Escondem a luz que rasgou na alvorada,
deixam-me só, no escuro em que estou.
Rasga o meu peito o grito do silêncio
e as lágrimas me vestem de solidão.
Quando chegaram as trevas em que me vejo?
Quando tornará da manhã o clarão?
O meu erro me põe neste estado,
o meu líbido, a minha ira e o meu rancor.
Eu vesti o peso da carcaça do pecado
e por insolência, padeci enorme dor.
Há futuropara um vivente do passado?
pois no meu erro coloquei meu coração.
sobre lágrimas sustento o meu fardo,
há para um miliante a chance do perdão?
"Mestre"...
-Quem clama no escuro,
a luz encontra.
Segue em frente,
que torno novos
os seus passos.
Não retive os seus erros
como afronta;
livro-te do miliante,
faço-te aprendiz.
Esqueça o que te assombra
e lembra-te de mim.
Ygor Pierry
pyerry
Publicado no Recanto das Letras em 01/07/2009
Código do texto: T1677728