Texto

Não tem quem agüente




Tem certas dores
Que dão de repente
Não tem quem agüente.

Dor de barriga
É a acrobata lombriga
Dançando escondida?

Dor de ouvido
É o travesso mosquito
Zanzando, zunindo?

Dor de dente
É o teimoso pica-pau
Tamborilando na gente?

Dor de cabeça
É a sábia suindara*
Rasgando mortalha?

Dor de garganta
É a aranha arteira
Tramando sua teia?

Pra dor sarar
Que tal um beijinho
E muito carinho?

Recife, 03 de julho de 2008.


* Espécie de coruja



Lou Vilela
Publicado no Recanto das Letras em 03/07/2008
Código do texto: T1063025

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Comentários
06/08/2008 00h06 - Marília L Paixão
que maravilha! Faz tempo que não escrevo um poesia infantil... muito lindo! lindo! lindo!
09/07/2008 21h18 - Alexandre Tambelli
Delicioso Sandra! Bom quando se tem a sensibilidade para com a palavra! Você acertou em cheio! A criançada deve adorar os seus \"pequenos versos\"! Estou rindo com eles, beijo poeta amiga, Alexandre!
06/07/2008 13h32 - IZA SOSNOWSKI
Olá poetisa... É prazeroso escrever p/ criançada, traz de volta a criança exitente em nós... Belos versos! Um grande abraço...bjs Obrigada p/ visita!

Sobre a autora
Lou Vilela
Recife/PE - Brasil, Escritora Amadora
194 textos (7102 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 12/10/08 07:02)

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