Não tem quem agüente
Tem certas dores
Que dão de repente
Não tem quem agüente.
Dor de barriga
É a acrobata lombriga
Dançando escondida?
Dor de ouvido
É o travesso mosquito
Zanzando, zunindo?
Dor de dente
É o teimoso pica-pau
Tamborilando na gente?
Dor de cabeça
É a sábia suindara*
Rasgando mortalha?
Dor de garganta
É a aranha arteira
Tramando sua teia?
Pra dor sarar
Que tal um beijinho
E muito carinho?
Recife, 03 de julho de 2008.
* Espécie de coruja
Lou Vilela
Publicado no Recanto das Letras em 03/07/2008
Código do texto: T1063025
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