Texto

GURI FOLCLORISTA

Os serões do guri Tibério
Fizeram dele um folclorista.
Pesquisa vai, pesquisa vem,
As aulas de dona Cecília
Ao pimpolho causaram bem.

Hoje, somente com dez anos,
O Tibério dá de chinelo
No clã da sua confraria.
Sem titubear, conta lendas
E disserta mitologia.

A garotada do colégio
Cai do cavalo, fica besta,
Ouvindo do gajo as tiradas.
Ele dá conta do caipora,
Do saci, da iara e de fadas.

Por exemplo, eu, que sou dele
Acima no meu seriado,
Quando o revejo, no recreio,
Tomo-lhe noções de folguedos,
Ditos, danças – e, aí, passeio.

Vejam, pois, que memória tem
A cabeça desse menino,
Que arranca coisas, de montão:
– Dia do Folclore, todinho,
Declamou “Luar do Sertão”.

                  Fort., 27/06/2009.
Gomes da Silveira
Publicado no Recanto das Letras em 28/06/2009
Código do texto: T1671443

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Comentários
28/06/2009 17h19 - Helena C de Araujo
Um poema bonito, ritmado, ressaltando o talento do "guri Tibério" numa arte tão especial e bonita. Conhecer e valorizar as tradições é preservar a identidade e a cultura. Belo poema!! E obrigada por tua interação tão bonita ao meu "Sem poesia". Já a inseri em minha página. Grande abraço, poeta!
28/06/2009 14h53 - Denise Vieira
Que linda poesia! Uma Ode às crianças e todos temos uma dentro de nós. Grata peça visita, só assim tive a felicidade de conhecer seus textos. Abraços.
28/06/2009 14h10 - sandra lamego
Uma poesia de versos leves, carragados de graça e beleza. Abraços.

Sobre o autor
Gomes da Silveira
Fortaleza/CE - Brasil
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