Seu retrato
Ontem em silêncio vi seu retrato
E por mais piegas que lhe pareça
Doeu fundo, dor de saudade
Impotente, tentei sorrir...não deu
Maldisse o tempo, amargurado
Sozinho, chorei até me extenuar
Dor de saudade, pode crer
Ontem à noite chorei, vi seu retrato
Lembrei-me de ti, quanta solidão
Reminiscência de quem ama, com todo o ser
tentei lhe contar em poucos versos, devagar
Doeu demais a distância, não deu
Caminhei pela rua, sem compreender
Dor de saudade, de onde viera?!
Entristecido,meu coração em Chagas cresceu
Transbordou, quase parou, doeu...Lembranças de você.
Carlos Gomes
Publicado no Recanto das Letras em 01/07/2008
Código do texto: T1059297
 | Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. |