Texto

O toque da Brisa

A noite chega com seu manto em harmonia
Eu, as estrelas, e o luar por testemunhas
Ao bater a brisa, que a janela me anuncia.
Eu de novo, nessa sala, ao roer das unhas...

Essa brisa, certamente, me atordoa
Ao cair da noite, as lembranças trazem
Para a sala um sutil amor, de certa pessoa
Revestida de orações, que solene fazem...

Eis que os livros na estante hoje falam
Do amor angustiado e que tão negado
No segredo sufocado de um coração

Novamente a brisa vem para meu lado
Num descuido desatino lutuoso pranto
Choro mais um pouco, nada é em vão...


Antônio Gomes
Publicado no Recanto das Letras em 02/11/2009
Código do texto: T1900972

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Comentários
04/11/2009 19h02 - Luconi
Quanta saudades, um poema triste e lindo, mas como tu bem o dizes nada é em vão, beijos Luconi
02/11/2009 16h56 - Luciane cortat
Saudade faz assim,né? Mas tem muita sensibilidade, amor e ternura neste seu soneto. Beijo grande.
02/11/2009 15h00 - sandra lamego
Pois é... Quando a saudade bate forte, aperta tanto o coração... Não há unhas que cheguem! Mais um soneto cheio de romantismo. Belíssimo! Grande abraço. Boa tarde!

Sobre o autor
Antônio Gomes
São Paulo/SP - Brasil
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