Jaqueline, uma última lágrima, uma última canção de despedida
Quando a vi,
tinha o olhar de uma estrela,
o sorriso radiante
e brilhava como o sol ao se pôr.
Dona de uma alegria sem fim,
de um coração doce
como de uma criança.
Um coração que ama,
sente medo e insegurança,
ao se entregar ao amor.
Brilha em você uma esperança,
feito uma luz que ilumina seu andar...
Talvez não fosse real,
mas seu olhar me paralisou.
E dentro de você,
pude ver a pureza do seu coração.
Sem mais o que falar, parei!
E te vi passar como uma "Deusa",
mas simplesmente, "Jaqueline".
Não sei porque os dias passam tão rápidos,
as vezes acho que viajo no tempo.
Fico aqui pensando, será que é tão difícil assim fazer
uma poesia que ela goste? Algo que seja só nosso.
Por mais que eu dê voltas,
tudo faz com que eu volte para ti...
Os dias já passaram, o sol e a lua nasceram e se foram várias vezes,
mas parece eclíptico isso tudo...
E por mais que eu tente, só fica mais forte a cada vez que passa.
Tudo tão simples, tão complexo, tão exato e ao mesmo tempo,
tão incerto, tão errado, como uma lágrima, incerta!
Que se forma, mas que demora a se decidir, se cai ou se cria
forças para retornar,
mas quando a emoção é maior é, inevitável, ela apenas é regida.
Regida, por algo maior, uma magia que vem e que vai, que é capaz de tudo...
Que rege não as coisas ao nosso redor...
Mas as que estão dentro de nós.
Faz um estranho sentimento jorrar dos nossos olhos,
um palpitar acelerado surgir aqui dentro, sem um por quê,
um medo de perda, talvez, seja mais forte que tudo, indestrutível!
Que liga eu a você sempre, em todo livro, toda melodia...
Talvez, você não seja mais doce como antes,
mas nunca deixou de ter isso dentro de ti, posso ver nos teus olhos.
Quem sabe um dia isso volte, alguém recupere esta magia,
embora isso, sou guiado por uma maior que existe dentro de mim, teu amor, aprisionado nos meus lábios, teu sorrir desesperado,
teu andar desengonçado, tua surpresa infinita...
Um sol, uma lua, uma aurora boreal...
Tudo em você.
Porque sem ti, de nada me adianta um céu,
se minha maior estrela não está lá.
De que adianta toda beleza?
Se lá fora nada tem cor é tudo cinza ou incolor...
Seus olhos estão tão certos dentro de mim,
como meu amor por você, não sei mais o que dizer...
Apenas, espero que o silêncio baste e o tempo leve estes versos para você...
Rian Ranielli
Publicado no Recanto das Letras em 05/11/2009
Código do texto: T1907339
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