Chega de noites frias e lágrimas tantas
De contar estrelas num Azul escuro refletidas
Chega de perguntas a ninguém... e quantas
Sem nem ouvir as evasivas respostas repetidas
Por horizontes verdes meus passos hoje vão
Em busca de pedaços meus que se perderam pelos caminhos
Juntá-los-ei e a cada qual resgatarei das mãos da solidão
Desculpando-me por abandoná-los ali vazios e sozinhos
Ontem...
Até águas de um logo de minha vida não se movia
Tudo em mim sofria...me culpava e eu chorava.
Pela perda de um bem e pelo ganho dessa melancolia
Muito mais que triste... tudo em mim de mim se ausentava
Hoje
Nem preciso dormir para assistir minha imaginação
Se desmanchando em figuras e, para alguém me desenhar
Hoje nada preciso pensar para sentir uma emoção
Que até ontem dormia sem razões para acordar.
Hoje
Tenho por quem levantar. Para quem me arrumar.
Por quem trocar o olhar castanho pelo Azul do Sonho
Hoje tenho alguém para sorrisos e risos em versos rimar
E também pessoalmente declarar as poesias Azuis que componho

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| SonhoAzul |
Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2008
Código do texto: T1064530 |
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