Texto

IMPULSOS

Multidão vestida
no meio aos que querem tão pouco,
cilada de ombros largos.
Nos cercaram causando medo,
ansiedade.

Acima passavam aqueles que na pureza do impulso
só queriam atropelar-nos,
ouvintes barbados e infantis.


Contribuem auto confiantes.
Mente duvidosa flui de relance agora(...)
brilhante e fria,
como túmulos de mármore no inverno.

Não houve diálogo(...)
qualquer que fosse uma humilde conversação,
ò homem dos outros,
ligeiramente meu.


Inúmeras luzes pardas surgiram agora,
substituindo a letra
a terra
(...)e as estrelas,
isso, para não falar das flores.

Propus me a escrever este poema
para não esquecer da relva molhada
que quando criança conheci,

nas madrugadas a caminho das letras.
Sistematicamente todos os dias
Era como se fosse uma melodia de mim mesmo,


A relva
as flores
a colina
o mistério do arco íris
tudo me dava a vida,
o sonho de poder estar aqui
escrevendo este poema pra você agora.
Maria de Fatima Maga
Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2008
Código do texto: T1064918
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Comentários
04/07/2008 19h20 - Naná
Belo trabalho, parabéns!

Sobre a autora
Maria de Fatima Maga
Belém/PA - Brasil, Escritora Amadora
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