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Texto
| A poesia emerge do fundo do poço No fim do túnel nenhuma luz A noite é lúgubre Tudo está perdido O coração do poeta louco sangra vinho Apenas um pálido esboço Do que está por vir Palavras afiadas como navalhas Rasga o véu da hipocrisia As carpideiras fazem a festa com as mortalhas E os abutres voam baixo Prontos pra engolir o sonho putrefato O vazio do silêncio absurdo Reina absoluto Na cidade que adormece A poesia das sarjetas Entoa o canto do desencanto Nas esquinas malditas Madrugadas envoltas em degradação Desnuda a alma Desmascara o mais sórdido desejo Miséria e vício Assim como a perdição Vem a tona Auto-destruição Estampada na cara Lama no caminho |
| Gladston Salles |
| Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2008 Código do texto: T1065095 |
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Sobre o autor

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Gladston Salles
Rio de Janeiro/RJ - Brasil, Escritor Amador
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