Texto

Interlúdio em Azor

(Capturado
em Azor
nosso herói
debate-se
em estranhas
elucubrações)

Até que
o dia amanheça
e a treva
da noite olvide
em Azor
estaremos
em Azor.

O vento
que a manhã
decide
enviar contra
os muros
da prisão
que eu mesmo
construí.

Pois em Azor
toda a esperança
é fruto
do fluir dos dias
e se constrói
sem tijolos
ergue-se no ar
pelos cabelos.

Até que o mundo
acredite
que a vida aqui
é possível
em Azor
estarei
em Azor.

(A cena
sai de foco
com um grande
clarão
azulado.)

(03-12-85)
Alex Raymundo
Publicado no Recanto das Letras em 03/11/2009
Código do texto: T1903150

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Comentários
05/11/2009 12h45 - Almerinda Martins
Prisão... Seja em Azor ou qualquer lugar que se imagine e seja ela qualquer forma de prisão, é horripilante. Que os muros sejam postos ao chão... Abraços, Alex!
04/11/2009 08h24 - Serpente Angel
Presos>>>entrelaçados>>>.nesse emaranhado de Azor>>> Intesamente belo>>> Parabens> bjooooooooo
03/11/2009 18h34 - Cassia Da Rovare
Melhor permanecer am Azor, quando saímos das muralhas construidas por nossas mãos diante do pragmatismo, queremos mesmo é acreditarmos que do lado de lá, há um enorme clarão azul. Abraços poeta, tua criatividade é deslumbrante.

Sobre o autor
Alex Raymundo
Rio de Janeiro/RJ - Brasil, 47 anos
274 textos (5246 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/11/09 07:30)

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