((_Strigoi_))
Perambulava por ai atrás de um pescoço.
Louco!
Em intenção de satisfazer outra sede, encontrou-me na rede.
Por pouco, lisonjeiro e afoito!
Então gritei e quase que não escapo.
Visto ser um súcubo, mui guapo!
Gélido, mas de ardente tato.
...meu sangue...
...ele langue...
...e o corpo...
...ele torpe...
Cravou-me os dentes.
Sugou!
Secou!
Molhou!
E ditou as palavras para eu poetar.
"Aproveitei-me da corrente e nadei, com gosto de gozo.
Em desejo e retiro, sútil, conclua, um vampyro!"
E com a solidão noturna, invadindo minh'alma,
a noite serenou, mui calma...
Ouvindo sons distantes, doce melodia a tocar!
Langoroso e lascivo alvoroço.
Entendi sim, que o espírito noturno, era um anjo de luz,
a profetizar.
Diana Aventino
Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2009
Código do texto: T1910157
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