Doce Fugitiva
Noite fria, sensações alforriadas me irrompem os poros...
Premonições fabricadas me aliviam a mente...
Certezas e temores numa batalha
onde a vitória têm um amargo sabor de derrota.
Busco incessantemente uma desculpa.
Um caos, um segredo, um culpado!
O vento adentrou a janela e em suas asas uma velha amiga,
Minha alma.
Doce fugitiva, o que me esconde com esse olhar?
Portais sombrios que me atraem, interrogativos e confortantes.
Olhar condenado e absolvido, espelho lavado, porém, não redimido.
De tão óbvio, voas com os pés acorrentados.
Vento, sol, o segredo revelado!
As engrenagens do tempo rangem em grande euforia.
Sorriso programado, despertando em órbita perfeita.
A viagem épica no tempo terminou,
o passado e o futuro dormem a salvos.
Enfim, a máquina do tempo descança em seu berço de ferrugem.
Marcelo Maia
Publicado no Recanto das Letras em 12/12/2007
Código do texto: T775547
Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.