Texto

O Errante Solitário e a Margarida

Como um errante
Estava eu a caminhar
Sobre os cardos da vicissitude
Estava eu a cambalear

Inefáveis são os caminhos da vida
Caminhos findos e tortuosos
E fitando-me a margarida
Invejando os meus ossos

Disse que queria ser como eu
Ereto, firme e forte
Como sendo osso meu
Margarida antes preferisse o limo da morte

Ela queria ser firme e erigida
Ter carne e osso
E eu querendo ser margarida
Vivendo na fotossíntese e sem desgosto

Epimeteu
Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2009
Código do texto: T1907610

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Comentários
24/11/2009 12h46 - Engenheira das Artes
Como podes ver, não parei no primeiro texto que lí. Adorei este também, parabéns! Um abraço!
06/11/2009 16h45 - Diana Aventino
__ e quem disse que Margarida não os tem? __ bom, vc disse! __ Mas por algum motivo, ela que ter tua carne e teu osso.((???))___ delongas a parte, você tem realmente uma mente brilhante, parabéns
06/11/2009 10h40 - nuvembranca
Espertinho você você não?! (risos) Viver sem ter desgostos... Eu não tive muitos, mas os que tive amigo!!!!! Nem te conto... rsrsrsrrs. Eu também quero ser e na poesia eu consigo... Um bosque cheio de flor. rsrsrsrs.Beijo da nuvem.

Sobre o autor
Epimeteu
Guara I/DF - Brasil, 22 anos
101 textos (1520 leituras)
50 áudios (1346 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/11/09 23:46)

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