O Errante Solitário e a Margarida
Como um errante
Estava eu a caminhar
Sobre os cardos da vicissitude
Estava eu a cambalear
Inefáveis são os caminhos da vida
Caminhos findos e tortuosos
E fitando-me a margarida
Invejando os meus ossos
Disse que queria ser como eu
Ereto, firme e forte
Como sendo osso meu
Margarida antes preferisse o limo da morte
Ela queria ser firme e erigida
Ter carne e osso
E eu querendo ser margarida
Vivendo na fotossíntese e sem desgosto
Epimeteu
Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2009
Código do texto: T1907610
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