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Texto

| Tudo na vida passa, algumas coisas passam mais que outras, mas guardadas as dimensões, passa-se como música que fica na lembrança. A gente olha o rio, sempre tão igual, sempre correndo para o mesmo destino, Mas suas águas carregam uma infinidade de vidas, todas únicas, vidas que nunca se repetirão. Despedir-se de alguém, de alguma coisa ou de um momento precioso, é sempre muito dolorido, deixa um vazio danado, uma angústia que parece despedaçar cada centímetro da alma. A gente perde o rumo, o chão some e o tombo parece inevitável. Mas para aqueles que acreditam na força da poesia, tem nela um alento, porque os sonhos podem ser diferentes, mas todos, sem restrição, admitem uma nova criação, uma nova vida, um novo amor. Para aqueles que hoje se despedem, deixo um pequeno poema que fiz ao responder uma linda despedida. ADEUS!! Um dia você foi meu ninho, Eu de pequeno passarinho, Tive que aprender a voar sozinho. Um dia você foi minha flor, Eu que tanto busquei amor, Compreendi esse medo da dor. Um dia você foi leitora, Minha veia inspiradora, Disso tudo uma autora. Hoje como ontem, Como amanhã e depois, Foi-se para sempre, Um pequeno poeta, Morre o acalanto. Até mais ver, Menina da cantiga. www.jccavalcante.blogspot.com |
| J C Cavalcante |
| Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009 Código do texto: T1905243 |
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Sobre o autor

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J C Cavalcante
Rio de Janeiro/RJ - Brasil, 49 anos
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