Texto

Malditos os que Traem

Malditos! Malditos! Malditos!
Malditos os que traem!
Que sobre suas cabeças se derramem
Todas as infelicidades que provocaram
E que bebam cada gota salgada
Das lagrimas que fizeram derramar
Os de corações crédulos, os iludidos.
Destruidores dos planos, dos sonhos, das crenças!
Malditos!
Nenhuma ação fique sem reação
Que seja contrária
Mas não seja igual
Venham multiplicadas, milhões de vezes
Cortando a carne desses malditos
Que trairam por ações claras ou excusas
Pensamentos ou desejos
Insanos! Insanos! Insanos!
Insanos os que traem!
Trocam confiança e doçura
Por mágoa e dor!
Insanos os que traem!
Podem esquecer
Mas nunca serão esquecidos
E, numa distração, se deparam com seus atos
E agora?
Onde estará a empáfia que os sustentavam?
De que servirão os argumentos que os consolavam?
Que palavras coagularão o sangue que escorrerá nas suas vestes?
Que punho terá desferido essa lamina?
Quem velará esse corpo maldito?
Quem se importará com esse maldito?


Ione Luz Câmara
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1905651

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Comentários
09/11/2009 14h55 - Cris
São esquecidos sim. É uma questão de escolha!
09/11/2009 09h10 - bob charles
Concordo amiga. Respeito e sinceridader em primeiro lugar. Parabéns
05/11/2009 11h44 - Tristão de Alegrette
Ione, você está certa. Vamos matá-los (as)? Eu levo o machado. rsrsr - Beijão, querida!

Sobre a autora
Ione Luz Câmara
Salvador/BA - Brasil, 48 anos
50 textos (780 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/11/09 11:21)

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