Malditos os que Traem
Malditos! Malditos! Malditos!
Malditos os que traem!
Que sobre suas cabeças se derramem
Todas as infelicidades que provocaram
E que bebam cada gota salgada
Das lagrimas que fizeram derramar
Os de corações crédulos, os iludidos.
Destruidores dos planos, dos sonhos, das crenças!
Malditos!
Nenhuma ação fique sem reação
Que seja contrária
Mas não seja igual
Venham multiplicadas, milhões de vezes
Cortando a carne desses malditos
Que trairam por ações claras ou excusas
Pensamentos ou desejos
Insanos! Insanos! Insanos!
Insanos os que traem!
Trocam confiança e doçura
Por mágoa e dor!
Insanos os que traem!
Podem esquecer
Mas nunca serão esquecidos
E, numa distração, se deparam com seus atos
E agora?
Onde estará a empáfia que os sustentavam?
De que servirão os argumentos que os consolavam?
Que palavras coagularão o sangue que escorrerá nas suas vestes?
Que punho terá desferido essa lamina?
Quem velará esse corpo maldito?
Quem se importará com esse maldito?
Ione Luz Câmara
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1905651
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