O U T O N O S
Colinas e serras
Em ternos matizes
Campanhas de trigo
Onde moram perdizes
Das mechas caiadas
Sob os laranjais
Levantam fumaças
Desenham espirais
Mulher na janela
Olhando pro nada
Carroça vermelha
Cruzando a invernada
Se deitam trigais
Ao toque da aragem
Que fala baixinho:
"Estou só de passagem"
O gado rumina
um lerdo abandono
Na tarde quieta
"Meados de outono"
Da estrada eu vislumbro
Com olhares da alma
A doce ternura
Da paz que me acalma
E aos poucos me integro
À tela perdida
Com tinta e pincéis
Do outono da vida
Iratiense Joel Gomes Teixeira
Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2009
Código do texto: T1910780
 | Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. |
Voltei Joel! Este texto é primoroso, cadenciado, gostoso de se ler. bjs helena
To de volta pra apreciar sua maneira própria de fazer poesias que eu admiro tanto
parabéns.
Um grande abraço
Cenas bucólicas nos vêm ao pensamento ao ler tua poesia. O outono tem dessas coisas. Desperta em nós uma certa nostalgia, como se ali, junto com as folhas que caem, se vão também as alegrias e a liberdade do verão. É o inverno que o sucede e, talvez por isso, esse sentimento de saudade e despedida. Beijo grandão, meu amigo.