Texto

VENENO

Brota da alma,

Escorre pelo canto da boca,

Da boca que fala e também daquela que cala.

Cala no coração, o veneno nascido na alma.

De que se trata?

Da obviedade do ódio, será?

Da frustração, quem sabe?

Solidão vivida a dois? Tem meu voto.

Solidão vivida na cama vazia? Pode ser.

Veneno é apenas o exagero na dose do remédio.

Logo, amor pode ser veneno, paixão, ambição... tudo de bom quando alterado, distorcido, desfigurado...

Veneno: a desconfiguração do bálsamo.

Bálsamo que é inerente à alma humana, assim como sua antítese, o veneno.

Não falemos no antídoto.  Nos pertence: sabemos onde buscar.

Não nego, não fujo. Do meu veneno não vou me esquivar!

Sou cheia dele e também de bálsamo: só espero sempre saber dosar!


Andreia Jacomelli
Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2009
Código do texto: T1910861

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Comentários
26/11/2009 13h37 - Dreamaker
Olá. Todos os dias, provamos pequenas doses desse veneno: no dia à dia, no Amor. Gostei do "saber dosar". Boa tarde. :D
09/11/2009 19h45 - bob charles
LI SEU PERFIL E PUDE OBSERVAR SUA HUMILDADE, SINCERIDADE E DETERMINAÇÃO. ADOREI. LENDO SEU POEMA POSSO VER SEU GRANDE TALENTO. SUA POESIA É SIM UM DOCE VENENO. PARABÉNS
08/11/2009 00h38 - serenna
Andreia... eu diria gostoso veneno, escreves com uma sabedoria infinita, adorei viu, beijos e boa noite!

Sobre a autora
Andreia Jacomelli
Teresópolis/RJ - Brasil
117 textos (2486 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 27/11/09 00:30)

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