Espinhos (ou dos incendiários ternos caninos)
Tantos espinhos pisamos
E o sangue deixa as pegadas
por onde quer que andarmos
E em todos os ninhos de paz
ateiam fogo os senhores [da ordem]
e consomem as sementes de amores!
Não chore, pois, neste campo
Onde nossas lágrimas aguariam vossas sementes.
Não grite, agora, pois neste eco
acordariam os cães e seus ternos que observam a gente.
Sejamos mais céticos
Mascaremos nossa apatia
que um dia atearemos fogo
Nestes senhores d'agonia.
Júnior Leal
Publicado no Recanto das Letras em 15/05/2008
Código do texto: T990508
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