ua
A lua varrida escreverá um poema sem fim, mas não hoje onde o céu mudou de tom infinitas vezes e lua espatifou-se no fundo concreto de mar abstrato. Tenho pena dela, não muita, mas tenho. Minha trêmula lua. Em qual planetário hei de ver-te um dia, verde azul marfim prateado? bem sei que não cai por querer, conheço mais que o mundo sua fragilidade. Confuso véu que te cobre quando frio invade... penso em que pensa nesses momentos ausentes de amor. Lua varrida.
Pri Carl
Publicado no Recanto das Letras em 15/05/2008
Código do texto: T990830
 | Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. |